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Azul 'escuro'
Era uma gota d’água
Tão pequena
Mas tão grande
Era uma bola de poeira
Tão pequena
Mas tão grande
Quem via de fora, parecia ver formigas
Quem dentro estava, dominador e conhecedor sentia-se
E como era lindo
E como podia ser feio
E em alguns dias, as ‘formigas’ eram más
E em alguns dias, os dominadores e conhecedores eram bons
Mas como podia ser?
Uma gota d’água e uma bola de poeira?
Formigas dominadoras ou conhecedoras?
Formigas?
A gota d’água diminuía...
A bola de poeira aumentava...
E não é que as formigas compravam computadores, mp321 e esqueciam de que eram meras ‘formigas’
E formigas foram.
E formigas vinham.
E formigas iguais.
Porque o ciclo precisa continuar.
As formigas não são más
ResponderExcluirElas só tem medo de não serem boas o bastante.
Talvez sim, talvez não.
ResponderExcluirAs formigas cada vez mais se sujam nessa bola de poeira que cresce a cada dia, e quando perceberem que estão imundas, será tarde demais.
ResponderExcluirBela crítica ambiental e moral.
ResponderExcluirInteresses de terceiros e fraqueza mental das formigas. Mas elas têm aval de defesa: são adestradas a isto desde pequenas, e muitas delas não encontram, em toda uma vida, qume lhes ensine que são apenas formigas.
Se cada formiga tivesse noção de sua superioridade diante dessa poeira, e o quanto são iguais diantes delas mesmas, metade dos problemas do formigueiro estaria resolvido.
ResponderExcluirGostei do blog, chu ! detesto formigas ;s
ResponderExcluirEis que as formigas tomam conhecimento dos seus perigos! Bom texto, gostei muito! parabéns :)
ResponderExcluirsou mais nosso passeio na minha nimbus2000 :p
ResponderExcluirnão gosto de formigas, mas gostei do texto xD
ResponderExcluirAdorei o poema.
ResponderExcluirVocê já leu Manoel de Barros?