sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Memória Verde

Quando eu morrer,
Ah, quando eu morrer..
Como serão as coisas?
Não sei se a grande rede de computadores pararia por mim,
Nem se alguém da Rua da Carioca lembraria quem eu sou
E por quê?
De tanto eu ajudei..

Ah, quando eu morrer
O sol radiará mais cedo
E a primavera dará tchau mais tarde
Em prol do meu luto
E pra quem?
E por quê?

Ah, quando eu morrer
É porque não me deram valor
É porque tudo foi em vão
É porque... é porque..
É porque talvez me usaram pra escrever um poema

Antes que eu morra,
Eu vos revelo
E peço que tenham compaixão.
Me chamo árvore
Mas de lápis posso ser chamada futuramente.

9 comentários:

  1. Caaara parabééns eu gostei de verdade O MELHOR , não sabia desse seu lado poético HAHAHAHAHAA beijiinhos (Gabizete)

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  2. Totalmente verdade! Gostei da liguagem, muito direta. Parabéns... Trabalhemos para que as árvores não virem lápis.

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  3. PARABÉNS! gostei muito mesmo, é um dos melhores. quero ver mais e mais
    beeeijo (ivy :D

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  4. Caralho! Amei, acho que é o melhor até agora, parabééns :)

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  5. Tanto para escrever um poema, quanto para ser a superfície onde se escreve este poema. Além do apelo em si, entra também uma mensagem subliminar coerente com o que - e onde - se escreve. :]

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  6. - É, primo Parabéns mesmo .. talento você tem que sobra :)

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  7. Muito lindo o texto, NÉM! ashuashuahs
    cara, amei, de verdade *-* Carol Ribeiro

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